Apoio Pedagógico
A movimentação na educação
Schirley Cavalca
 
Antes de falar o que pode ou não ser uma tendência para o mundo educacional, é preciso primeiro estudá-lo e entender os processos que o envolvem. 
 
Para isso, fui buscar referências em artigos, livros e outros materiais sobre o assunto. Durante a pesquisa, fiz minha primeira constatação: as mudanças já estão, aos poucos, atingindo a educação e se tornarão cada vez mais evidentes.
 
A transformação que a sociedade vem vivenciando não é apenas maior se comparada às de antes, mas muito mais rápida. Logo, se sociedade e educação estão ligadas, nada mais óbvio que as mudanças as atinjam concomitantemente.
 
Para os próximos anos torna-se difícil, em minha opinião, dimensionar o que ocorrerá exatamente. Claro que serão lançadas novas tecnologias que contemplem o ensino, e algumas diretrizes serão modificadas. Ações governamentais paliativas — que não solucionarão problemas, mas trarão à tona novos debates também devem dar o ar de sua graça. Porém, uma coisa é certa: a sociedade está em constante movimento, e a escola, em todos os seus níveis, tem de movimentar-se em direção às transformações, seja para acompanhar uma evolução ou estancar mudanças maléficas.
 
A conclusão é que, com equilíbrio como palavra-chave, a educação deve também se movimentar e mudar constantemente num ir e vir, construir e reconstruir  infinito. Dessa maneira, a escola que ainda não entrou no ritmo das inovações deve se inserir rapidamente nas novas opções tecnológicas disponíveis, nas novas maneiras de encarar a gestão escolar, nos novos ambientes escolares e, principalmente, nos novos papéis de professores e alunos para o século XXI.
 
Em um mundo em que são previstas, a longo prazo, maiores evoluções tecnológicas e, consequentemente, alterações significativas no modo de vida e nas percepções de conceitos, podem-se enumerar diversas tendências para a educação que avançarão cada vez mais e possivelmente se firmarão. 
 
Tendências tais como:
• Manejo das informações e do conhecimento. A escola será cada vez menos o único canal de educação. O aprendizado se dará em todos os lugares, pois as informações já estão em todos eles. Com amparo da tecnologia, dos museus e das bibliotecas, por exemplo, será proporcionado um acesso ainda mais fácil às informações (está se perdendo a noção de locais de
aprendizado, podendo este ocorrer nos mais diversos espaços e nas mais diversas situações, como no trabalho e no momento de lazer). Contudo, a escola tem de lidar com o alto volume de informações e a dificuldade de deglutição de todas elas.
 
• O aprendizado será contínuo e por toda a vida. Com tantas transformações, a certificação adquirida em uma dada época já não será válida dali a alguns anos. Constantemente, uma atualização precisará ser feita. Isso já ocorre, e a tendência é que essa necessidade de capacitação contínua aumente. Basta observar a polivalência exigida de um profissional já na atualidade. Assim, o trabalhador no futuro nunca estará “pronto”, formado ou plenamente capacitado. Essa é uma oportunidade de a escola se inserir em novos ambientes, tais como organizações empresariais, etc.
 
• Grandes avanços tecnológicos. Com a disseminação da Internet, programas multimídia e realidade virtual, as aulas serão mais interativas e dinâmicas. Sem contar que se anuncia um novo ambiente de sala de aula com móveis portáteis, computadores individuais, lousas digitais, conexões entre terminais de dados da escola, professores e alunos que terão mais interação e facilidades no acesso às informações. Algumas escolas hoje já possuem ambientes e projetos de salas de aula nesse nível. A educação à distância (EAD) também tem destaque como um novo meio de aprendizado, ainda inserida em discussões acerca de seus benefícios e malefícios, porém com forte tendência para um aumento, não apenas na educação de adultos, mas também de jovens na educação básica em seus níveis mais amadurecidos.
 
• Novos perfis de alunos. Estes tenderão a ser mais organizados e disciplinados, pois serão cada vez mais autônomos no ato de aprender, tornando-se mais ativos. Entretanto, haverá, possivelmente, uma maior individualização e, mesmo em meio aos mais avançados recursos tecnológicos de comunicação, a diminuição dos contatos presenciais poderão acarretar menos diálogos significativos. Esse é mais um paradoxo dessa sociedade  moderna — eis aí uma tendência que faz gerar debates em torno de como contornar esse possível processo de individualização. 
 
• Um novo papel para o professor. Professores se transformarão em orientadores. Sua função será a de preparar situações de aprendizagem, e não mais ensinar conteúdos. Educadores terão de desenvolver talentos, capacidades e potencialidades. Farão parte de sua preparação, aspectos de Sociologia, Psicologia, usos de tecnologias e diversas técnicas de  aprendizagem.
 


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